Áreas de Reflexão

Floresta, agricultura e água.

FLORESTA é um tema que merece sempre um cuidado permanente.
Atualmente, os 3,4 Mha florestais subdividem-se em: 26% de eucalipto (acentuado crescimento); 22% de sobreiro; 22% de pinheiro bravo; 11% de azinheira; 6% de pinheiro manso (nota-se crescimento); 3% de carvalho; 1% de castanheiro e 9% de outras culturas.

Existem 11,7 milhões de prédios rústicos inscritos, sendo que apenas 46% possuem cadastro predial e estimando-se que mais de 20% do território não tenha proprietário conhecido.

Em termos económicos, o setor da FLORESTA cria em Portugal mais de 100 mil empregos em 20 mil empresas e originando 9% das exportações.

As indústrias florestais (pasta e papel, madeira, mobiliário e cortiça) e as empresas silvícolas (produção e serviços) geram um volume de negócios de €15 mil milhões, correspondendo a 6% do PIB nacional, sem contar com a produção de castanha, pinhão, mel, atividades de caça e conexas, com elevado contributo ambiental.
Não podemos falar em FLORESTA sem falar em INCÊNDIOS.

No nosso país, e nos últimos 40 anos, arderam cerca de 4,9 Mha, o equivalente a metade da sua área.

Já nos últimos 13 anos, arderam uma média de 100 mha/ano, sendo 2023 um dos melhores anos de sempre, com “apenas” 34,5 mha ardidos.
Já 2017 foi um dos piores, com 540 mha ardidos, demonstrando as fragilidades científicas, técnicas, operativas, preventivas, educativas e de ordenamento do território, que voltaram repetir, com menos escala, em 2024.
Quanto à competitividade na AGRICULTURA, aqui dever-se-á apostar em:

  • Juntar as Universidades e ensino técnico;
  • Avocar entidades financeiras com vocação para a avaliação dos projetos agrícolas.


Quanto à  ÁGUA, restaurar a natureza é a forma “mais inteligente” de ter água.

Falta de água e inundações são eventos extremos cada vez mais frequentes na UE.

O sistema alimentar global precisará de mais de 40-50% de água nas próximas três décadas e a procura no setor industrial e energético aumentará significativamente, podendo variar entre mais 50% e mais 85%, segundo dados da ONU.

“A circularidade deve ser central na gestão integrada deste recurso”, frisou. As águas residuais, oriundas do esgoto tratado, podem ser reutilizadas na agricultura, na limpeza urbana e em processos industriais.

O objetivo é chegar a 8% dessa reutilização, mas a realidade continua muito aquém.

Na Europa, menos de 2% da água tratada de esgoto é reutilizada e 50% da água perde-se na rede, quando o objetivo é 8%.

Em Portugal anda nos 1,2%.

A par disto, convém também alertar para um relatório recente, a Agência Europeia do Ambiente (AEA) indica que do total da população europeia, 12% vivem em zonas com risco de inundações, que só entre 1980 e 2022 mataram 5584 pessoas na Europa.